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ENTREVISTA

Acredito que ainda existam muitos obstáculos para a mulher, diz frotista

Diretora comercial da Reiter Log, Vanessa Pilz encabeça um dos mais revolucionários projetos do país voltado para tornar a transportadora gaúcha uma empresa de logística sustentável.

19/01/2022 07h56Atualizado há 4 meses
Por: Romulo Felippe
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Diretora comercial da Reiter Log, Vanessa Pilz encabeça um dos mais revolucionários projetos do país voltado para tornar a transportadora gaúcha uma empresa de logística sustentável. Para isso ela conta com todos os seus colaboradores, homens e mulheres. E, mais que isso, aposta na evolução da expertise feminina no transporte rodoviário de cargas. Nesta entrevista exclusiva ela fala da atuação feminina no segmento e os planos da empresa.

 

Revista Caminhões: Como você enxerga a atuação da mulher hoje no segmento?

Vanessa Pilz: A luta da mulher pela igualdade, principalmente em um mundo que não é muito profissional, foi travada por muitos anos e figura em nosso segmento cada vez mais. E, com o passar do tempo, tem se tornado não só uma luta, mas sim um movimento natural.

 

Ainda impera qualquer tipo de preconceito ou machismo no setor?

Acredito que ainda existam muitos obstáculos para a mulher, muitos estereótipos do que a mulher deveria ser e qual seu papel perante a sociedade, mas fico feliz de ver a evolução do papel feminino nas empresas e na sociedade como um todo. Hoje a mulher é muito mais do que apenas uma mãe, que cuida do lar, e sim uma profissional que batalha pelos seus sonhos. Enfim, pode ser que ela quiser. Essa luta, dessa forma, ganha ênfase a cada dia. Um processo natural. Aqui na Reiter brincamos que a mulher vai dominar o mundo. Aqui já dominam.

 

As mulheres vão ocupando espaços cada vez maiores no setor.

Hoje, na alta gestão, 50% dos cargos já são ocupados pelas mulheres. Fora isso temos mulheres que figuram em todos os setores. Isso, para nós, surge com naturalidade pois nunca discriminamos ou rotulamos um currículo por ser mulher ou homem, por cor, credo ou qual for a diferença social.

 

As mulheres respondem por apenas 17% dos profissionais no TRC e isso inclui até as caminhoneiras. Como você antevê o crescimento feminino no setor nos próximos anos?

Não se pode negar que, sim, é uma luta e que estamos em constante evolução. A mulher vem figurando em cargos seja de gestão ou nos demais setores como excelentes profissionais. No transporte ainda considero que exista sim uma barreira na qual, muitas vezes, faz com que a mulher motorista enfrente desafios ainda maiores nas estradas. Por exemplo, a motorista acaba ficando muito tempo longe de casa à mercê da carência de estrutura ao longo das estradas brasileiras.

 

Estamos evoluindo na igualdade de trabalho entre homens e mulheres?

Nós julgamos que a mulher tem características que muitas vezes não se pode encontrar, como uma empatia na hora de tratar seja com um cliente, seja com os colegas. A mulher é naturalmente mais cuidadosa em vários sentidos. Tem características muito boas para serem exploradas. Hoje temos tecnologia, conforto e condições para que a gente possa amparar essas profissionais. Isso é fundamental para muitas delas que lutam pelos seus sonhos, de percorrer as estradas do Brasil e do mundo afora.

 

 

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