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DIAS MELHORES VIRÃO!

NÚMEROS DO SEGMENTO APONTAM PARA UM ANO DE RECUPERAÇÃO

Editorial: apesar dos percalços da pandemia, vendas de caminhões aquece a economia brasileira

Romulo Felippe

Romulo FelippeRomulo Felippe é diretor de redação da Revista Caminhões. Envie sua sugestão: romulo@editoraviver.com.br

27/08/2021 07h44
Por: Romulo Felippe
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 Romulo Felippe, diretor de redação

 

Sou otimista por natureza e creio que, na maior parte das vezes, basta uma frágil luz para iluminar toda a escuridão. E quando coloco meus olhos sobre o segmento de transporte rodoviário de cargas, que atravessa arduamente essa pandemia global que nos atravanca, tenho mais certeza ainda que sairemos dessa lama em questão de tempo. É o tema da capa e o que explica em detalhes a reportagem especial nas próximas páginas.

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Minha visão otimista não recai apenas porque o primeiro semestre foi bom para o negócio de veículos comerciais, com vendas crescentes e expectativa de, até o final de 2021, ser este o melhor ano desde 2014 em termos de vendas de caminhões e ônibus. Recai porque, quando olho toda a cadeia produtiva do país – carregada nas costas por nossos brutos estradeiros – percebo o quanto a economia vai se recompondo. Contra tudo e contra todos.

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Tal qual uma crise econômica, cujos ciclos vão e vem, atravessamos todo o sofrimento causado pela Covid: seja no campo de perdas de vidas, o mais sentido por todos nós, seja na economia do país. Mas, conforme gosto de enfatizar volta e meia, somos uma nação imensa. Produtiva, continental, de povo ordeiro e trabalhador. Então, conforme mostram os números atuais e as projeções, venceremos mais essa batalha – agora, de proporções globais.

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Sabemos que o transporte de cargas é a vitrine da economia brasileira: se está bem, ótimo para o país; enquanto o contrário afunda de vez o poderio financeiro dessa imensa nação. Dito isso, percebemos que, não apenas a comercialização de veículos comerciais mas também o crescimento das milhões de toneladas transportadas pelas rodovias, apontam para um cenário de soerguimento. De voltar a crescer. De retomar o giro da roda da economia como em tempos áureos.

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Ah, sim, há tanto para ser feito. A constante alta do diesel, por exemplo, fere com força a categoria, refletindo no produto que chega às mãos do consumidor. Há ainda desemprego em massa e estradas que precisam receber investimentos. Mas, passo a passo, creiamos que o Brasil vai sair desse inferno epidêmico e retomará o caminho de grande potência que lhe pertence.

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Encerro aqui grato por essa capa, justamente em tempos tão difíceis. Passamos, todos, por quase dois anos de agruras e dores. Milhões confinados, enquanto nossos bravos caminhoneiros – associados a médicos e afins – estavam e estão na linha de frente. Precisamos de boas notícias, senhoras e senhoras. E a capa desta Caminhões, em suas mãos, é um verdadeiro alento. Para elevar a autoestima que tanto precisamos. Bola pra frente, Brasil!

 

 

“Não percamos a fé em um Brasil melhor por mais que abutres pútridos da política povoem nossos céus em busca das lascas de carniça da corrupção. Nós levamos o país nos ombros a cada avançar de quilômetro e conhecemos o Brasil como nenhuma outra profissão. Sigamos firmes que dias melhores virão”

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