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SEGURANÇA

Carga de R$ 600 mil é recuperada por empresa de gerenciamento

Engerisco, do Paraná, em rápida ação recupera uma carga de cobertores avaliada em R$ 567 mil, além do caminhão. Quadrilha também foi presa

24/02/2021 20h00Atualizado há 5 meses
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No Brasil, em 2019, foram registrados mais de 18 mil roubos de cargas, de acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC). Segundo a entidade, houve queda de 17% em relação ao ano anterior, quando os delitos ultrapassaram 20 mil casos. E estes números vêm diminuindo ano a ano.

 

Um dos principais fatores para esta queda tem sido o gerenciamento de risco, que tem sido adotado pelas empresas transportadoras cada vez mais. Dessa forma, o sólido crescimento do setor tem contribuído expressivamente na redução de perdas de cargas e veículos.

 

O gerenciamento de risco utiliza técnicas cujo objetivo aumenta a segurança dos transportes e, por meio de medidas preventivas, minimizam as perdas materiais, financeiras e humanas.

 

Trata-se de um serviço apoiado em modernos processos, procedimentos, tecnologias de monitoramento, softwares de gestão, controles e planos de contingência para combater cada tipo de riscos. 

 

Um PGR - Plano de Gerenciamento de Risco - deve ser elaborado com base nas informações de cada operação e, para isso, é necessário avaliar os tipos de mercadorias (se são visadas, de fácil recolocação no mercado, de fácil manuseio), valor, cubagem x peso, áreas de riscos, ou seja, regiões geográficas caracterizadas pela alta incidência e concentração de sinistros de roubo de carga, rotas (rodovias com alta incidência de acidentes, por exemplo), tipos de veículos e de motoristas (se são funcionários, agregados ou terceiros/autônomos). De posse destas informações são definidos os procedimentos, equipamentos e controles das operações. 

 

Uma das empresas atuantes nesta área é a Engerisco Rastreamento e Soluções Logística, do Paraná, que está a aproximadamente 10 anos no mercado. Com clientes em todo o Brasil, vem gerando grandes resultados. A empresa é sabedora de quais são os principais gargalos do setor de transporte e logística no Brasil e assim tornar as operações mais seguras, rentáveis e eficientes com ações de prevenção aos clientes.

 

“Para mitigar os riscos, não basta apenas monitorar a operação de transporte depois que o caminhão sai do pátio. É preciso traçar estratégias para uma viagem segura antes mesmo de pegar a estrada. E isso só é possível com planejamento estratégico e conhecimento de rotas e dos locais seguros de parada, dos trechos de rodovias com maior incidência de acidentes e roubos, com motoristas capacitados e comprometidos com o sucesso da operação”, diz Fábio Coratto, diretor comercial da Engerisco.

 

Um dos exemplos de sucesso da empresa ocorreu recentemente com a recuperação de uma carga roubada e, consequentemente, com a prisão de uma quadrilha. Um caminhão que saiu carregado de cobertores de Uruarama, no Paraná, com destino a Governador Valadares, em Minas Gerais, foi alvo dos bandidos, o que não acabou bem para os criminosos.

 

Segundo o diretor, o caminhão não tinha rastreador, mas a Engerisco colocou um dispositivo chamado ‘isca’ (tipo de rastreador) na carga. “No meio do trajeto o veículo começou a desviar de sua rota original. A equipe de gerenciamento de riscos observando a situação alertou o cliente e encaminhou uma equipe homologada por eles (Engerisco) até o local”, disse Fábio.

 

“O motorista não sabia que havia essa ‘isca’ na carga. Ele desviou da rota e falava que o caminhão estava em manutenção e a entrega iria atrasar. Porém, por monitoramento, víamos por satélite que o caminhão estava em movimento no sentido a São Paulo. E como ele (motorista) não respondia as chamadas telefônicas e também não tínhamos muitas informações sobre a viagem, apenas da ‘isca’, mandamos uma equipe até o rastreador”, completou.  

 

Ainda segundo Fábio, ao chegar ao local, o caminhão estava em um barracão, isso em São Paulo. A equipe da Engerisco acionou a Polícia Civil, que encontrou o veículo, a carga e os bandidos e outro motorista que não o da origem da viagem. O motorista que iniciou o transporte desapareceu, mas a polícia acredita em sua participação no crime pelos vestígios como documentos e notas fiscais adulteradas encontrados. 

 

“Quando os policiais chegaram ao local, o caminhão e a carreta já estavam com as placas adulteradas e o veículo já havia sido descarregado neste barracão. O motorista já era outro e as pessoas que estavam ali descarregando o veículo foram todas levadas para a delegacia para esclarecimentos”.

 

Conforme Fábio, a recuperação do veículo e da carga só ocorreu graças à equipe de monitoramento que agiu em tempo hábil para identificar o sinistro enviando uma equipe bem rápida ao local onde estava a ‘isca’. “Eles chegaram ao local em aproximadamente 18 minutos e acionaram a polícia Por isso pegaram os meliantes em flagrante”.

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