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Mercado

Economia brasileira melhora e setor de implementos rodoviários fica aquecido

Segmento espera emplacar aproximadamente 114 mil produtos, o que pode representar queda de apenas 5% em relação ao comercializado em 2019

08/09/2020 10h11
Por: Bruno Castilho
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A indústria de implementos rodoviários poderá emplacar em 2020 aproximadamente 114 mil produtos. Se a expectativa for confirmada esse volume representará queda de 5% com relação ao comercializado em 2019.

“A economia brasileira já dá sinais de reação constante e a recessão poderá ser mais curta que a anterior”, diz Norberto Fabris, presidente da Anfir - Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

O volume de emplacamentos de implementos rodoviários de janeiro a agosto de 2020 foi de 73,7 mil unidades ante 78,6 mil no mesmo período de 2019. Isso representa retração de 6%.

No início de setembro o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - anunciou que a economia entrou em recessão. “O momento atual é diferente daquele que enfrentamos de 2014 a 2018 e por isso a recessão poderá ser mais curta”, explica Fabris.

“A crise anterior nos fez melhorar nossos processos, reduzir nossos custos e racionalizar nossas operações. Na prática quando a desaceleração da economia chegou, provocada pela Covid-19, coincidentemente estávamos preparados”, completou.

O pior momento de queda no ano foi registrado no balanço de janeiro a maio quando o total de emplacamentos ficou 20% abaixo do registrado no mesmo período de 2019. A partir daí a economia tem mostrado melhor desempenho, refletindo nos percentuais de retração que passaram para - 13%, - 8% e os atuais - 6%.

Atualmente, dos 15 segmentos que formam o setor de reboques e semirreboques oito já apresentam resultado positivo. E no setor de carroceria sobre chassis, de sete, três estão positivos.

“Mas com certeza um dos melhores efeitos da recuperação é a contratação de mais pessoal”, afirma Fabris. Em 2020 as indústrias associadas à Anfir assinaram a carteira de trabalho de mais 500 pessoas passando de 45 mil colaboradores em 2019 para 45.500 este ano. “Gerar emprego é gerar renda e segurança às famílias”, conclui.

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