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MERCADO

Agosto registrou crescimento nas vendas de veículos comerciais

Apesar dos juros elevados e da restrição de crédito vivida por todo o setor, os caminhões, que ainda enfrentam os desafios da mudança de tecnologia (introdução do Euro 6), começam a se acomodar

06/09/2023 10h30Atualizado há 10 meses
Por: Romulo Felippe

 

Apesar dos juros elevados e da restrição de crédito vivida por todo o setor, os caminhões, que ainda enfrentam os desafios da mudança de tecnologia (introdução do Euro 6), começam a se acomodar. Por outro lado, o estímulo do governo ainda está válido para o segmento de caminhões e vem sendo aproveitado pelo mercado. 

 

De acordo com informações do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, R$ 100 milhões já foram usados por meio do programa para a aquisição de veículos de transporte de carga. 

 

“O mercado está se ajustando em relação aos valores dos veículos e, em agosto, 77% dos caminhões emplacados foram com a tecnologia Euro 6. As MPs estão surtindo efeito e os programas de financiamento, que serão baseados na SELIC, e foram anunciados, recentemente, pelo Governo Federal, são benéficas ao segmento e à toda sociedade, pois contribuem para termos modelos mais novos e seguros nas vias brasileiras”, analisa Andreta Jr., presidente da Fenabrave, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, os emplacamentos de veículos, considerando a média de todos os  

 

O segmento também vem sendo beneficiado pelas MPs 1175 e 1178, tanto que R$ 170 milhões de um total de R$ 300 milhões foram requisitados pelo programa. “Além disso, temos o Programa Caminho da Escola, que sempre alavanca os números do mercado de ônibus, que vem em uma recuperação consistente em 2023, apesar da base baixa de comparação dos últimos anos”, conta Andreta Jr.

 

Os emplacamentos de implementos seguem positivos em 2023 após o ótimo resultado registrado em agosto. “Foi o melhor desempenho de todo o ano. O segmento tem se consolidado em um patamar positivo de transações após o recorde de 2021, seguido do ajuste de mercado em 2022”, opina Andreta Jr.

 

“As ações do Governo Federal permitiram o acesso do consumidor, que havia perdido poder compra, aos veículos de entrada, o que demonstrou que o fator preço influencia na escala necessária para a recuperação do setor. As Medidas Provisórias foram muito importantes para aquecer, momentaneamente, o mercado, mas o resultado de automóveis, em agosto, agravado pela piora na oferta de crédito, já deixa clara a necessidade de uma política de fomento industrial de longo prazo. Isso porque algumas marcas ainda tinham saldo de veículos com descontos patrocinados a oferecer, o que fez com que o resultado não fosse ainda pior”, explica Andreta Jr., Presidente da Fenabrave, para quem os resultados positivos no acumulado do ano devem ser analisados dentro do contexto do setor no período. 

 

“A evolução sobre 2022 é positiva (+13,7%), mas devemos lembrar que os emplacamentos tiveram um desempenho abaixo da média histórica no primeiro semestre do ano passado, devido a uma série de fatores (escassez de peças e componentes, guerra na Europa, alta nos combustíveis), e se recuperaram no segundo semestre. Neste ano, não há sinais de que teremos uma forte recuperação na segunda metade do ano”, alerta Andreta Jr.

 

Em sua análise, os demais segmentos, como caminhões, ônibus e tratores também merecem atenção e programas específicos para avançar no mercado. “O Governo Federal lançou a Medida Provisória 1.178, que ainda dispõe de recursos para a caminhões e ônibus que estão, aos poucos, se recuperando”, declarou Andreta Jr.

 

Para tratores e Máquinas agrícolas, os investimentos previstos para o Plano Safra parecem sinalizar retomada de negócios em agosto, compensando a queda acumulada desses segmentos até julho.

 

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