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EDITORIAL

Em visita ao México, a Caminhões constatou as similaridades dos caminhoneiros de lá com os de cá

Mundos diferentes. E iguais! O que os bicudões americanos que circulam nas estradas mexicanas tem a ver com o Brasil...

Romulo Felippe

Romulo FelippeRomulo Felippe é diretor de redação da Revista Caminhões. Envie sua sugestão: romulo@editoraviver.com.br

30/06/2021 09h25
Por: Romulo Felippe
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A pandemia limitou muitas das viagens aqui na redação, mas um ano e meio depois voltamos a colocar os pés na estrada. E desta vez fomos conhecer, ainda que brevemente, como é a vida dos caminhoneiros mexicanos. Um rápido retrato que fosse da realidade dos profissionais do volante de lá. A impressão final é que nós, transportadores brasileiros, temos enormes semelhanças com eles. Vai muito além do sangue latino que carregamos.

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É certo que a preferência mexicana pelos bicudões norte-americanos, os caminhões com enormes boleias, eliminaria de vez quaisquer similaridades com o motorista brasileiro. Mas esse é um capítulo à parte. Até porque a proximidade com os Estados Unidos, e os muitos acordos de livre comércio, enraizaram a cultura dos imensos brutos da terra do Tio Sam no coração do México. Há, porém, muito mais nas cabines que rodam dia e noite nas infindas rodovias mexicanas.

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Terceira maior extensão geográfica da América Latina, e segunda maior economia, o México se assemelha ao Brasil na imensidão de sua rede viária. É estrada para tudo quanto é lado, ligando o país de uma ponta à outra. Mas nem tudo são flores, já que muitas das rotas são “irmãs gêmeas” das nossas, aqui em terras tupiniquins: crateras, desníveis e pouca estrutura de apoio. E, claro, muitas quadrilhas especializadas em roubos de cargas. 

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Os caminhoneiros mexicanos travam longas jornadas de trabalho – bem semelhantes com os irmãos brasileiros. Horas sem fim à frente do volante, sem muita trégua para o descanso. A frota de caminhões é velha, e talvez nisso o Brasil esteja alguns degraus à frente. Há diferenciais como, por exemplo, poder comprar brutos usados nos Estados Unidos e simplesmente atravessar a fronteira sem pagar imposto algum. “Cara chata” está ganhando terreno por lá, mas de forma branda. Quem sabe um dia.

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Nas próximas páginas você conhecerá alguns detalhes da nossa viagem, com entrevistas e um pouco da rotina dos motoristas mexicanos – que enfrentam, atualmente, uma luta épica pelo direito de adentrar o território americano com seus caminhões. Eles lutam como leões por seus direitos, embora nem sempre vençam. São, como nós, guerreiros das estradas. Muitas vezes contra tudo e contra todos.

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Já tivemos a oportunidade de viajar o mundo, conhecendo a rotina de caminhoneiros sul americanos, norte americanos, europeus, australianos e afins. Entretanto, a lição que trazemos do México é clara: é, como cá, um povo apaixonado por caminhões. O diesel corre em suas veias e pulsa em seus corações. E em cada jornada diária, em cada por do sol, os mexicanos têm a certeza – como os irmãos estradeiros do Brasil – que um novo dia vai nascer. Repleto de esperanças. É preciso seguir em frente.

 

 

“...esta edição da Caminhões está carregada de informações. Você vai conhecer um pouco do lançamento mundial da Mercedes, o e-Actros, assim como os novos Iveco lançados no Velho Mundo. Falando em lançamentos, a Volvo faz história ao apresentar no Brasil os seus novíssimos FH, FM e FMX. E a Volks dá início à produção do seu caminhão elétrico e-Delivery. Uma notícia boa atrás da outra. Aproveite...”

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