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Montadora

Caixa de câmbio I-Shift da Volvo completa duas décadas

A avançada transmissão eletrônica da montadora chegou pouco tempo depois ao Brasil, quando em 2003 começou a equipar os caminhões FH e NH

15/03/2021 10h45Atualizado há 5 meses
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A caixa de câmbio I-Shift da Volvo está completando 20 anos desde seu lançamento global, na Suécia. Responsável por uma grande mudança de comportamento no transporte mundial de cargas, a avançada transmissão eletrônica da marca chegou pouco tempo depois ao Brasil, quando em 2003 começou a equipar os caminhões FH e NH fabricados no país na época.

“A I-Shift é um marco da indústria de caminhões, graças ao seu impacto positivo nas operações de transporte”, declara Pär Bergstrand, gerente de transmissões pesadas da Volvo Trucks.

O executivo se refere principalmente aos benefícios que o equipamento proporcionou: redução no consumo de combustível, um dos mais importantes itens na planilha de despesas do transportador; melhor desempenho do caminhão; diminuição dos custos de manutenção; maior conforto e menor esforço físico para o motorista e mais segurança na atividade.

Ao lançar a I-Shift, a Volvo ratificou a sua firme crença em um sistema de transmissão mais eficiente para trocas de marchas de forma automatizada. O sucesso se deveu também ao vanguardismo da Volvo, pois foi a primeira fabricante a adequar o sistema para transportes de longa-distância. Recebido inicialmente com certo ceticismo, o dispositivo rapidamente conquistou os motoristas pela sua modernidade, com a seleção de marchas de acordo com a carga e a necessidade de potência do veículo no momento exato, sempre buscando o melhor consumo possível.

“A I-Shift colaborou decisivamente para mudar a atitude dos motoristas. Era avançada e ao mesmo tempo simples de ser utilizada, contribuindo para uma condução mais correta”, lembra Jeseniel Valério, gerente de engenharia de vendas da Volvo no Brasil. Inteligente, a transmissão otimiza as trocas de marcha durante todo o percurso do veículo, eliminando variações na condução com caixa manual provocadas pelo cansaço do motorista, que resultam em perdas de performance e maior consumo de combustível.

Conforme Jeseniel, um dos principais predicados da caixa I-Shift é trabalhar em conjunto com o freio motor VEB em descidas. “Ela realiza trocas de marchas precisas garantindo que o freio motor entregue sempre sua máxima potência de frenagem, aumentando as velocidades médias e garantindo total segurança em descidas de serra, por exemplo”, explica Valério, ressaltando ainda que a transmissão Volvo garante maior durabilidade da embreagem e menor desgaste de pneus.

Assim como em outros mercados internacionais, no Brasil a aceitação foi espetacular. Nunca vista no setor de transporte comercial nacional, primeiro em sua versão importada da Suécia, a caixa representou 3% das vendas nos primeiros três anos, mas depois decolou: 8% em 2007; 16% em 2008; 40% em 2009; 56% em 2010; 74% em 2012; até chegar aos atuais 100%.

“Desde 2019, todos os caminhões FH, FM e FMX produzidos pela Volvo no Brasil saem com I-Shift”, assegura o gerente. Atualmente, a transmissão também equipa boa parte dos modelos VM e a totalidade dos ônibus rodoviários pesados da marca produzidos no país.

No final de 2020, mais de um milhão de caminhões Volvo haviam sido vendidos com a caixa. “Temos I-Shift em todo o mundo”, destaca Pär Bergstrand. A transmissão é resultado de anos de trabalho da engenharia da Volvo, do feedback de clientes para o processo de desenvolvimento e dos avanços tecnológicos da marca.

Foram vários lançamentos. A I-Shift que hoje equipa os caminhões Volvo é a sexta geração. A transmissão atual tem uma inteligência ainda mais sofisticada. A conexão entre a caixa e os módulos da arquitetura eletrônica do caminhão foi fortemente ampliada, para trocas mais rápidas de marchas, diminuição no consumo, melhor comportamento do acelerador, melhor performance em aclives e mais conforto para o motorista. Com 12 marchas a frente e quatro a ré, ela gerencia melhor a relação com o motor, proporcionando um maior aproveitamento da potência, principalmente nos momentos em que o veículo precisa manter a velocidade média para vencer trechos de estrada com subidas. Esta geração proporcionou ainda desempenho otimizado nos motores de 540cv.

“A nova inteligência entende qual é o momento adequado para despender mais potência e garante um comportamento correto para cada situação”, afirma Valério. Associada ao avançado sistema I-See e aos sensores posicionados na caixa, esta geração entende perfeitamente qual a carga transportada, bem como a topografia a sua frente, otimizando as trocas e garantindo baixo consumo de combustível com maior velocidade média.

A I-Shift tem também uma versão com marchas super reduzidas, que garante capacidade de arranque excepcional para cargas pesadas em situações difíceis. Ela possibilita agregar até duas novas marchas reduzidas, podendo o caminhão arrancar e transportar um peso bruto total (PBT) de até 250 toneladas em situações controladas. A I-Shift com marchas super reduzidas permite operar com velocidades muito baixas, a frente ou em ré.

Assim, o veículo pode se deslocar a velocidades baixíssimas, de 0,5 a dois quilômetros por hora, uma condição extremamente útil em manobras de precisão, como em canteiros de obras ou tarefas de manutenção.

Produção no Brasil

O sucesso internacional da caixa I-Shift entre transportadores de todo o mundo levou ao aumento da produção em outros mercados. Em 2011, o Grupo Volvo iniciou a fabricação da transmissão no Brasil. Em 2020, a Volvo atingiu a produção de 100 mil unidades deste componente na fábrica da marca em Curitiba (PR).

 

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