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Brasil

Medidas para alavancar o transporte de cargas no Brasil durante a pandemia

Adoções de medidas de saúde, econômicas e tecnológicas devem alavancar o segmento no país

26/01/2021 16h17Atualizado há 4 semanas
Por: Redação da Revista Caminhões
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A inclusão dos profissionais do transporte no grupo prioritário da campanha nacional de vacinação contra a covid-19 e a notícia de que os pneus para transporte de cargas entrarão no Brasil sem pagar Imposto de Importação - decidida pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com o objetivo de reduzir os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas - demonstram a importância do setor para o país.

A redução de impostos passa a valer já nos próximos dias com a publicação no Diário Oficial da União. Já o cronograma de vacinação está sendo definido pelo Ministério da Saúde. A Confederação Nacional de Transporte (CNT) colocou à disposição do governo federal as 157 unidades operacionais do Sest Senat como pontos de vacinação.

As medidas têm como objetivo a manutenção da economia, uma vez que as redes logísticas integradas auxiliam no fortalecimento dos níveis de comércio em todo o mundo e protegem as fontes de sustento dos cidadãos.

"Por serem considerados essenciais para o desenvolvimento do Brasil, o Ministério da Saúde atendeu a reivindicação da Confederação Nacional de Transporte (CNT). Esse é um reconhecimento da importância do trabalho que vem sendo desempenhado pelo setor, essencial para a manutenção das atividades de todo o país", afirma o presidente da CNT, Vander Costa.

O transporte pelas estradas é o modal mais utilizado no país. Consequentemente, devido às condições das rodovias brasileiras, os custos logísticos representam 12,1% do PIB - segundo estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD/UFRJ) - e podem comprometer até metade do orçamento das transportadoras.

Para que se tenha ideia, a logística no agronegócio se firmou como um diferencial competitivo de peso. Segundo o empresário Valdécio Bombonatto, que tem mais de 30 anos de atuação no setor de logística portuária, um dos maiores desafios do agronegócio é fazer a gestão dos insumos necessários para a produção agrícola e agropecuária, com eficiência e economia.

"O principal objetivo da logística de suprimentos é reduzir os custos de produção e comercialização, considerando desde as cargas que serão transportadas até os prazos exigidos pelas empresas agropecuárias para manter a produtividade em alta", afirma Valdécio.

Conforme estudos do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, se o Brasil solucionasse os problemas no escoamento de produtos do agronegócio, produtores teriam um ganho 35% superior ao atual.

Pensando neste mercado, empresários do setor portuário e do agronegócio desenvolveram um sistema eletrônico de gestão e cotação de frete que oferece uma economia de até 30% nos custos com o transporte de cargas para em todo o Brasil.

A plataforma FastFrete possibilita a realização de cotações e a integração entre embarcadores e transportadoras - principais atores no cenário da logística brasileira. Ao todo são mais de 300 transportadoras cadastradas para grãos e granel em todo o país.

"O mercado de transportes e logística está atravessando uma rápida revolução tecnológica - especialmente neste momento em que estamos vivendo - que está conectando toda cadeia, do motorista de caminhão aos transportadores e embarcadores, da indústria ao varejo", conta o diretor comercial da FastFrete, João Bombonatto Neto.

Ele ressalta que, por meio da tecnologia, empresas e profissionais da estrada obtém maior eficiência no planejamento das viagens e redução de custos.

Segundo a NTC & Logística, o Brasil tem cerca de dois milhões de caminhões em atividade com uma ociosidade de 60%, o que resulta num excesso de 300 mil caminhões nas estradas.

O próximo passo da Fastfrete agora é lançar o aplicativo para o caminhoneiro. "Conectados, os caminhões trocam dados em tempo real com as transportadoras e entre si sobre riscos potenciais, como eventos meteorológicos, roubos, interrupções de rotas, motoristas com comportamentos de direção perigosa ou trechos com alto índice de acidentes", menciona o diretor operacional da Fastfrete, Paulo Henrique Tonello.

Com o Fastfrete os usuários realizam o cadastro da carga a ser transportada e inserem os dados que serão utilizados pela plataforma para operacionalizar a cotação. As transportadoras recebem um aviso de cadastro por email e mensagem de texto, gerando um maior número de propostas feitas. Ao término da cotação, levará a carga o transportador com a proposta de menor valor de frete.

O sistema ainda apresenta a opção de acompanhamento de todos os lances em tempo real, informações sobre a quantidade de cargas aprovadas fretadas por transportadoras e o custo de frete.

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