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Sequoia Logística e Transportes entra na Bolsa de Valores brasileira (B3)

A empresa faz sua estreia com valor de mercado de R$ 1,6 bilhão, depois de precificar sua ação (SEQL3) em R$ 12,40

07/10/2020 15h23Atualizado há 1 dia
Por: Bruno Castilho
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A Sequoia Logística e Transportes, uma das maiores operadoras logísticas de e-commerce e tecnologia do país ingressou no ano em que completa dez anos de existência, no grupo de empresas listadas na Bolsa de Valores brasileira (B3), no Novo Mercado, segmento com o maior nível de governança corporativa.

A Sequoia faz sua estreia com valor de mercado de R$ 1,6 bilhão, depois de precificar sua ação (SEQL3) em R$ 12,40. Os bancos BTG Pactual, Santander, Morgan Stanley e Banco ABC Brasil coordenaram o IPO.

"Hoje foi um dia histórico para nós da Sequoia e também para nosso setor de logística. O crescimento do e-commerce no Brasil cria uma forte e sustentável demanda pelos nossos serviços, o que representa a perspectiva de um futuro promissor", afirma Armando Marchesan Neto, CEO e fundador da Sequoia.

“Só para se ter uma ideia, em 2019 o mercado nacional de e-commerce atingiu um valor bruto de mercadorias no varejo de R$ 107 bilhões e segundo os estudos sobre o setor deve manter o crescimento acima de 20% ao ano nos próximos cinco anos, o que demandará ainda mais serviços ágeis e confiáveis”, completa.

 A Sequoia é líder em entregas num dos setores que mais cresceram durante a pandemia do novo coronavirus, o e-commerce. O crescimento do setor no primeiro semestre deste ano foi de 47% -- a maior alta em 20 anos, conforme dados da Ebit|Nielsen, em parceria com a Elo.

Já a Sequoia registrou receita líquida de R$ 376,5 milhões, no primeiro semestre deste ano, um aumento de 58,4% em relação ao ano anterior. A receita líquida atingiu R$ 527,2 milhões no ano passado, contra R$ 362,4 milhões de 2018 e R$ 287,9 milhões de 2017. O Ebitda ajustado totalizou R 64,8 milhões em 2019, ante R$ 38,8 milhões de 2018 e R$ 38,1 milhões de 2017. A margem Ebitda ajustada foi de 9% no ano passado, contra 10,7% em 2018 e 13,3% em 2017.

Do montante total de 80.701.753 ações oferecido ao mercado, o componente primário da oferta representou 28.070.175 e o secundário 52.631.578, totalizando R$ 1 bilhão negociados. Os recursos obtidos na oferta primária serão destinados a aquisições de empresas dos segmentos de logística e transporte, a investimentos em automação e novas tecnologias e à otimização da estrutura de capital da companhia.

Os principais acionistas antes da oferta inicial eram o fundo de private equity norte-americano Warburg Pincus, com 70,5% do capital, e o fundador Armando Marchesan Neto, que detinha direta e indiretamente cerca de 27%, por meio dos fundos geridos pela Fram Capital, sendo o saldo restante de ações dos minoritários.

Com a oferta secundária, os acionistas principais reduziram parcialmente a sua participação, mas mantêm-se ainda com as maiores participações individuais, o que mostra a confiança no futuro da companhia. Com a nova distribuição de ações, nenhum acionista deterá mais de 50% das ações da empresa, o que significa que a Sequoia deixará de ter um controlador - o que reforça ainda mais o profissionalismo em sua gestão.

Com sede em Embu das Artes, próximo ao Rodoanel e às principais rodovias de São Paulo, a Sequoia desempenha atividades de logística integrada, fornecendo serviços de armazenagem, execução e transportes para empresas (B2B), consumidores (B2C) e refurbishment, nos setores de varejo, financeiro, cosméticos, educação, e-commerce, telecom e meios de pagamentos.

A empresa opera atualmente cinco centros de distribuição (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco e Minas Gerais), com área de armazenagem de 100.000 m².

A empresa, investida do fundo norte-americano Warburg Pincus, é conhecida por atender grandes marcas líderes dos mais variados segmentos de consumo e operações de venda on-line. São mais de 2,6 mil clientes, incluindo 8 das 10 maiores empresas do setor de e-commerce, com entregas expressas em mais de 3,3 mil cidades. Opera com uma base de mais de 5.600 motoristas terceirizados, mais de 3700 veículos leves e utilitários, partindo de 11 centros de distribuição e 394 bases operacionais, tendo realizado mais de 16 milhões de entregas no primeiro semestre de 2020. Em 2019 foram feitas mais de 30 milhões de entregas.

"Operamos com um modelo de negócios com estrutura enxuta de ativos (asset light), altamente escalável. Nosso volume de entregas cresceu a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 35% entre 2017 e 2019", afirma Marchesan Neto.

"Em 2019, nossa participação de mercado era de aproximadamente 16%, com base no número de entregas em relação ao número total de pedidos de e-commerce, de acordo com o relatório da Ebit ‘Webshoppers_41’", conclui o CEO e fundador da Sequoia.

A Sequoia foi criada em 2010 por Armando Marchesan Neto, atual CEO da empresa, e Decio Honorato Alves, atendendo exclusivamente o mercado do comércio eletrônico. Em 2012, recebeu seu primeiro aporte, do fundo brasileiro BR Partners. Com esse investimento, adquiriu 100% da Linx Fast Fashion, do Grupo Linx Sistemas e no ano seguinte, a empresa comprou a Celote e se tornou líder no segmento de logística para a moda.

Em 2014, o grupo entrou, de forma orgânica, sem fazer nenhuma aquisição, em dois novos setores estratégicos. O primeiro foi o de material educacional e sistemas de ensino, que é um segmento relevante pela sazonalidade. O segundo é o de logística para empresas de vendas diretas de cosméticos.

Neste mesmo ano, a Sequoia recebeu seu segundo aporte, feito pelo fundo de investimentos norte-americano Warburg Pincus. Em 2016, houve a aquisição da Yep Log, especializada em logística e TI. Já em 2018, a Sequoia conclui a compra da TexLog, do setor de entregas expressas e focada na região Sudeste. No ano seguinte reforçou suas operações no Nordeste com a aquisição da Nowlog.

Em 2020 a empresa concluiu ainda a compra da Transportadora Americana - TA, empresa renomada no setor de entrega expressa B2B, com forte atuação nas regiões Sul e Sudeste. E, recentemente, anunciou também a aquisição da Direcional Transportes, especializada em e-commerce de produtos pesados (como, por exemplo, eletrodomésticos da "linha branca").

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