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Os Scania L, LS e LT 76: caminhões fizeram história no transporte brasileiro

Na década de 1960 estes veículos começaram a marcar história do transporte rodoviário de cargas tupiniquim

Bruno Castilho

Bruno CastilhoBruno Castilho é editor-chefe da Revista Caminhões. Sugestões: bruno@editoraviver.com.br

25/06/2020 11h07
Por: Redação da Revista Caminhões
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Um dos caminhões que marcou a história do transporte rodoviário de cargas brasileiro foi o Scania L 76. Lançado no segundo semestre de 1963, o modelo é o sucessor do L 75. Com melhorias técnicas, o caminhão é ainda mais potente: o motor D-11 proporciona a potência de 195 hp a 2.200 rpm. Possui torque de 76 kgm a 1.200 rpm,

cilindragem de 11 litros, sendo o diâmetro do cilindro de 127 mm e o curso do pistão de 145 mm.

Vale dizer que os caminhões Scania participaram do desenvolvimento do país

Mas isso não bastava. Era preciso também introduzir alterações para atender às peculiaridades no mercado brasileiro. Por isso, em 1964, a montadora introduziu diversas modificações no modelo L, de maneira a buscar um caminhão ainda mais resistente, com mais durabilidade e melhor adaptado às condições brasileiras.

Assim, foi apresentado o caminhão tipo LS, com dois eixos traseiros: o motriz (de tração) e o eixo morto (de apoio), com capacidade para 15 toneladas. O LS era fabricado nos modelos LS 7638 (caminhão trator) e LS 7650 (caminhão rígido). Um outro modelo, chamado LT, tinha os dois eixos traseiros motrizes. A capacidade do LT era a mesma do LS, mas podia também ser usado para serviço fora de estrada.

Para aumentar a capacidade de carga e aplicações severas, a Scania lançou os modelos LS e LT, com dois eixos traseiros Em 1968, a marca trouxe outra novidade: o motor D-11 Super Alimentado, com potência de até 285 hp, até então o mais potente do mercado. Com ele, era possível ter maior velocidade média, 42% a mais de torque e economia de combustível de cerca de 6%.

Em 1971, os caminhões Scania sofreram uma importante modificação no sistema de freios, que passaram a ser em duplo circuito. É introduzido também o freio de estacionamento, que só existia nos chassis dos ônibus. Por conta dessas modificações, a denominação do modelo é alterado de L/ LS/ LT 76 para L/ LS/ LT 110.

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