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DICAS ESTRADEIRAS

Gerenciadora de riscos diz porque imperícia e transporte não combinam

A imperícia no trânsito é um dos grandes problemas do transporte de cargas e surge a partir da falta de treinamento ou habilidade dos motoristas para conduzir o veículo e a carga

29/11/2022 06h54Atualizado há 2 meses
Por: Romulo Felippe
Motoristas precisam, no Brasil e no mundo, de treinamento para conduzirem os modernos brutos sem maiores riscos
Motoristas precisam, no Brasil e no mundo, de treinamento para conduzirem os modernos brutos sem maiores riscos

 

A imperícia no trânsito é um dos grandes problemas do transporte de cargas e surge a partir da falta de treinamento ou habilidade dos motoristas para conduzir o veículo e a carga. Porém, de acordo com a Buonny, gerenciadora de riscos na área de transporte e logística para evitar riscos de acidentes, transportadores e embarcadores podem adotar medidas para prevenir a imperícia em suas frotas. Mas o que é imperícia? São considerados atos de imperícia os que são causados por inaptidão, ignorância, falta de qualificação técnica, ausência de conhecimento teórico ou falta de prática para a ação realizada.

 

Há diferença entre imperícia, negligência e imprudência. Segundo a gerenciadora de riscos,  termos nomeados como imprudência, negligência e imperícia consistem em modalidades de culpa, que é a falta de cuidado do motorista, ou seja, quem pratica um ato com falta de observação ou cautela comete ato culposo.

 

Negligência é a falta de cuidado e atenção no trânsito e ainda é representada pela omissão em casos nos quais era necessário tomar uma atitude. Por exemplo, quando o dono de um veículo ignora a manutenção regular do veículo e o conduz com pastilhas de freios gastas, pneus “carecas”, podendo causar acidente.

 

Imprudência: o condutor que age com imprudência no trânsito tem conhecimento do risco e ainda assim comete o ato. Assim, se caracteriza pela precipitação ao tomar atitudes, podendo correr o risco de lesar a terceiros.  Já a imperícia é desencadeada pela a ausência de habilidade para executar uma determinada atividade técnica. O motorista assume que deveria conhecer as regras e comportamentos esperados no trânsito, não os leva em consideração, e, mesmo assim, continua a conduta indevida.

 

“No dia a dia no trânsito, a falta de habilidade e experiência faz com que muitos condutores não saibam lidar com determinadas situações, a exemplo do tráfego pesado nas estradas”, diz a Buonny.

 

Nesse cenário, vidas entram em risco, assim como a carga, em razão de imperícias, que podem ser: uso de celular ao volante; o desrespeito à sinalização de trânsito; consumo de bebidas alcoólicas; a não utilização de equipamentos de segurança.

 

Caso ocorram sinistros, a transportadora pode ser responsabilizada pelos atos de imperícia de seus condutores – conforme afirma a gerenciadora de riscos do setor. As penalidades podem ser nas esferas civil e criminal, entre outras consequências.

 

Confira a seguir 5 problemas que a imperícia pode causar na frota:

 

Depreciação da frota: atos de imperícia podem causar graves danos para a frota, diminuindo a vida útil dos caminhões. Assim, uma condução irresponsável resulta em prejuízo para a transportadora, como por exemplo, o aumento do consumo de combustível e lubrificantes, bem como nos custos operacionais decorrentes de manutenções e atraso das entregas.

 

Maior risco de acidentes: estudos comprovam que grande parte dos acidentes no Brasil são provenientes de imperícia, ou seja, relacionados à falha humana, como desatenção dos condutores e o desrespeito à legislação.

 

Risco de comprometer as cargas: já pensou no prejuízo causado por um acidente de trânsito na estrada envolvendo a carga transportada? Por isso, é preciso estar atento ao risco de tombamentos e, para evitá-los, é preciso garantir que a carga seja carregada e armazenada de maneira adequada e conduzida com total segurança.

 

Custos elevados: acidentes causados por imperícia podem causar grandes despesas para a transportadora, como é o caso de pagamento de seguros e indenizações. Além dos custos de ter que parar a operação momentaneamente para realizar os reparos. 

 

Menor produtividade: quando os acidentes acontecem, os veículos precisam passar por reparos e manutenções, desfalcando a frota. Isso leva à queda da produtividade e, consequentemente, atrasos nas entregas.

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