Guerreiro – uma força indecifrável que impulsiona o caminhoneiro

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Há uma força indecifrável que impulsiona o caminhoneiro a seguir sua jornada diária. Longe de tudo e de todos. Às vezes contra tudo e contra todos. Sempre em prol da nação, levando o país literalmente nas costas

Romulo Felippe | Jornalista

Julho é o mês dos caminhoneiros. O momento no qual todos os focos estão voltados para os profissionais do volante que são essenciais não apenas para a economia do país, mas também pela vida de milhões e milhões de brasileiros. Sim: das riquezas transportadas aos alimentos que chegam às nossas mesas; das roupas que vestimos – ou do próprio carro que conduzimos – aos remédios que tratam nossos males.

O caminhoneiro está em tudo, literalmente. Não há como mensurar sua importância não apenas na cadeia produtiva, mas em todos os pormenores necessários à existência humana. Alguém precisa transportar tudo o que é produzido, fabricado, industrializado. E alguém o faz. Esse alguém é o guerreiro que parte antes do dia nascer e para – quando para – após a noite cair. Não há tempo nem distância que não possam ser vencidos por eles.

Certamente é a profissão mais solitária do mundo a do caminhoneiro. Tanto que a boleia do caminhão torna-se seu segundo lar (embora passe mais tempo na poltrona ou na cama da cabine do que necessariamente em sua própria casa). Sua segunda família é o irmão estradeiro, aquele que lhe é solidário nos momentos mais difíceis e nas situações mais complicadas.

Costumo dizer que o caminhão é como se fosse a armadura de um caminhoneiro profissional. Armadura da qual ele ergue-se todos os dias para lutar em prol de sua família. Não uma luta contra os demais motoristas em uma condução insana e desrespeitosa. Mas uma luta para quebrar as distâncias e os maiores obstáculos à sua frente. São verdadeiros guerreiros do bem.

Só quem os conhece –  e nós, da revista Caminhões, conhecemos como poucos os bravos profissionais do volante – entende o tamanho não apenas de sua luta mas do seu sofrimento. As marcas que o tempo lhes imputa. As cicatrizes de uma lida na qual não se mede esforços. São sim almas generosas que povoam as cabines de aço engendradas de tecnologia. Seres humanos como poucos.



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