Caminhões com mais de mil cv de potência roubam a cena no Dakar

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Depois de passar por África e América do Sul, o Rally Dakar chegou pela primeira vez ao Oriente Médio. Na Arábia Saudita, os competidores exploraram mais de 7,5 mil km do maior país da região. A largada para a competição foi em Jidá, o centro comercial do país e cruzou montanhas, cânions e algumas dunas nas primeiras etapas, em direção a Riad. Na segunda semana, a maior parte do trajeto foi em meio às areias do deserto, onde os vencedores se reuniram em Qiddiya, o polo de entretenimento do país.
Os russos mais uma vez dominaram o Dakar na categoria caminhões. O vencedor foi Andrey Karginov (Kamaz) com o tempo de 46h33m36s. Ele competiu ao lado de Andrey Mokeev e Igor Leonov. A vitória no Dakar de 2020 foi a segunda de Karginov no rally mais difícil do mundo, depois de ter conquistado o título em 2014. Em segundo ficou Anton Shibalov (Kamaz) 42m26s depois e em terceiro o bielorusso Siarhei Viazovich (Maz) + 2h04m42s. Outro russo, Dmitry Sotnikov (Kamaz) ficou em quarto com + 2h55m28s em relação ao primeiro colocado. O quinto lugar ficou com o tcheco Martin Macik (Iveco) + 3h28m08s.
As condições mais difíceis da maratona do rally não são fáceis de sentir em uma imagem de TV ou fotografias brilhantes. A mecânica das equipes passa quase o dia e a noite trabalhando para que os veículos esportivos não falhem. Enorme é a pressão que cai sobre todos que cruzam os limites do acampamento. Assim é o Dakar: é preciso grande sacrifícios para conquistá-lo.
Para a competição, a equipe Kamaz-master utilizou quatro caminhões esportivos Kamaz-43509. No caminhão, concebido em 2018 devido a mudanças nos regulamentos do Dakar, restringindo a capacidade máxima do motor na classificação de caminhões com 13 litros, foi usado um motor de seis cilindros em linha. A equipe teve que redesenhar um novo veículo, que se tornou o transportador dos últimos desenvolvimentos e das modernas tecnologias esportivas. Por um ano após seu nascimento, esse modelo passou por mais de uma modernização.
O caminhão conta com motor V8, de 13 litros a diesel, que entrega (assim como a média dos outros veículos competidores) 1.000 cv de potência. Para aguentar os desafios do Dakar, o caminhão conta com suspensão reforçada e sua transmissão automática de 16 velocidades completa a parte de força. Há dois anos, o ‘bruto’ de 10 toneladas e com capacidade para levar até mil litros de combustível, participou de um desafio no gelo, onde saltou por uma distância de 37 m a uma velocidade de 140 km/h. O monstro da Kamaz atinge a velocidade de 100 km/h em 11,5 segundos.



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