Budweiser: a primeira entrega de cerveja sem motorista da história

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Cerca de 50 mil latas de cerveja foram levadas por um caminhão sem motorista por quase 200 quilômetros de estrada nos Estados Unidos, no primeiro uso comercial da tecnologia autônoma, anunciaram a gigante cervejeira AB Inbev e a Otto, empresa de veículos autônomos comprada recentemente pelo Uber.

Um motorista ajudou o caminhão a sair da área de carga na cidade de Fort Collins, no Colorado, mas assim que entrou na rodovia, ele apenas observou a direção autônoma na área de descanso, logo atrás dos bancos dianteiros.

A velocidade média no percurso até Colorado Springs foi de 89 km/h. A fabricante da Budweiser pagou US$ 470 (R$ 1.470) pela remessa, que é o mesmo valor de mercado para o trabalho com motorista.

“Estamos felizes. Acreditamos que esse é o futuro do transporte”, disse o diretor sênior de logística da Anheuser-Busch, dona da marca de bebidas, James Sembrot. A cervejeira, que terceiriza o transporte de bebidas, contratou a Otto para realizar as entregas de Budweiser.

Enquanto fabricantes de tecnologia de auto condução estão construindo novos veículos, a Otto está projetando um sistema que futuramente possa ser adaptado a caminhões já existentes. Sembrot, diretor da Anheuser-Busch, decidiu procurar a Otto depois de ler sobre a empresa em uma matéria.

Para a cervejeira, a capacidade de Otto para se integrar com mais do que apenas um caminhão significa poupar dinheiro e o meio ambiente. Transportar a primeira carga, no entanto, não foi tão fácil quanto apertar um botão.

Em um primeiro momento, a Otto enviou alguns de seus caminhões com manequins a bordo e até mesmo garrafas de cerveja com água dentro, para simular o peso a ser transportado e entender como o caminhão iria reagir quando fosse totalmente carregado. A empresa passou semanas estudando os padrões de tráfego e da paisagem antes de decidir que o melhor horário para executar o embarque seria às 13 horas.

Lion Ron, um dos fundadores da Otto, diz que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que o processo se torne mais eficiente, afinal, uma entrega de carga comercial não pode levar duas semanas para ser preparada.

“Mas nos primeiros dias de caminhões auto conduzidos, cada viagem ajudará no mapeamento das interestaduais e fará com que outros motoristas se familiarizem em dirigir com caminhões sem ninguém no assento do motorista”, diz Lion

“Em um veículo da Otto, os caminhoneiros terão a oportunidade de descansar durante longos períodos na estrada, enquanto o caminhão continua a dirigir e fazer dinheiro para eles”, afirmou o executivo.

Além disso, a tecnologia reduz os riscos de acidentes e mortes nas estradas, já que 94% das colisões são causadas por erro humano, segundo estudo da Administração Nacional de Segurança de Tráfego nas Estradas (NHTSA, na sigla em inglês).

A Otto foi comprada em agosto deste ano pelo Uber, que tem como meta transformar o competitivo mercado de transporte rodoviário dos Estados Unidos, avaliado em US$ 700 bilhões por ano.

 



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